quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

 

Visão de mundo?

Nossos pensamentos nos conduzem;  podemos imaginar, sofrer, sonhar.  Vivemos no  complexo da nossa individualidade num minúsculo planeta num sistema imensurável de um universo. Seres inteligentes, com sentimentos e emoções, num sistema perfeito, que sucumbem aos imprevistos.  Vivemos, entre as sensações de  satisfação ou não perante a vida. Somos uma teia  de uma geração, sob o clico de infindáveis gerações,  que se sucedem em frações mínimas  do tempo, face a um universo em movimento. A vida tem sentido quando nos percebemos como únicos, donos de nossa existência, nesta complexidade.

Paradoxos

A contraposição permanente entre o bem e o mal, as alegrias e os sofrimentos é o tom humano. Apesar dos bilhões de habitantes que passaram sobre a terra, uma só vida é impagável. Dotados de inteligência,  podemos nos simplificar e fazer de nossos dias um caminho de superação rumo ao ideal, ou nos complicar com minúcias a nos prenderem. As emoções são como motores da existência.

As emoções agregadoras

Vem-me à mente o protagonista do filme “As Aventuras de Pi”, que náufrago num barco, tem em sua companhia um tigre feroz a  lhe atacar. Depois de 49 dias, veem se salvos ao chegarem a uma ilha. O intrigante é que o humano, embora tenha tido um feroz inimigo no seu trajeto, esboça um ar de frustração quando vê o tigre embrenhar-se na mata sem ao menos dar um último olhar de despedida.

Autoestima e empowerment

O conhecimento dos pontos fortes pode diferenciar uma vida de superação ou não. Normalmente, uma autoestima adequada levará à coragem de agir e aceitar eventuais falhas. Como aquele dito de que ter a coragem de rir de si mesmo é uma virtude. A serenidade e a segurança de “ser eu” num mundo complexo manterá a missão de deixar um verso na existência  num mundo entre, pedras, espinhos e flores, com as emoções integradas.

A virtude da autenticidade

A autenticidade, uma palavra enfatizada em todas as relações. Quando se vincula às lideranças, a  literatura denomina “Liderança Autêntica”. O sujeito que acredita  no seu potencial, não precisa de máscara;  merece credibilidade. A autenticidade  engaja os liderados num propósito maior e; nas organizações os  leva ao comprometimento, num ambiente saudável (autentizótico - Kets de Vries, 2001). A credibilidade é a grande arma das pessoas que buscam uma posição de representatividade no mundo político.