Visão de mundo?
Nossos pensamentos nos conduzem; podemos imaginar, sofrer, sonhar. Vivemos no complexo da nossa individualidade num
minúsculo planeta num sistema imensurável de um universo. Seres inteligentes,
com sentimentos e emoções, num sistema perfeito, que sucumbem aos imprevistos. Vivemos, entre as sensações de satisfação ou não perante a vida. Somos uma
teia de uma geração, sob o clico de
infindáveis gerações, que se sucedem em
frações mínimas do tempo, face a um
universo em movimento. A vida tem sentido quando nos percebemos como únicos,
donos de nossa existência, nesta complexidade.
Paradoxos
A contraposição permanente entre o bem e
o mal, as alegrias e os sofrimentos é o tom humano. Apesar dos bilhões de
habitantes que passaram sobre a terra, uma só vida é impagável. Dotados de
inteligência, podemos nos simplificar e
fazer de nossos dias um caminho de superação rumo ao ideal, ou nos complicar
com minúcias a nos prenderem. As emoções são
como motores da existência.
As emoções agregadoras
Vem-me à mente o protagonista do filme “As
Aventuras de Pi”, que náufrago num barco, tem em sua companhia um tigre feroz a
lhe atacar. Depois de 49 dias, veem se salvos
ao chegarem a uma ilha. O intrigante é que o humano, embora tenha tido um feroz
inimigo no seu trajeto, esboça um ar de frustração quando vê o tigre
embrenhar-se na mata sem ao menos dar um último olhar de despedida.
Autoestima e empowerment
O conhecimento dos pontos fortes pode diferenciar
uma vida de superação ou não. Normalmente, uma autoestima adequada levará à
coragem de agir e aceitar eventuais falhas. Como aquele dito de que ter a
coragem de rir de si mesmo é uma virtude. A serenidade e a segurança de “ser eu”
num mundo complexo manterá a missão de deixar um verso na existência num mundo entre, pedras, espinhos e flores,
com as emoções integradas.
A virtude da autenticidade
A autenticidade, uma palavra enfatizada em todas as
relações. Quando se vincula às lideranças, a literatura denomina “Liderança Autêntica”. O
sujeito que acredita no seu potencial,
não precisa de máscara; merece
credibilidade. A autenticidade engaja os
liderados num propósito maior e; nas organizações os leva ao comprometimento, num ambiente saudável
(autentizótico - Kets de Vries, 2001). A credibilidade é a grande arma das pessoas
que buscam uma posição de representatividade no mundo político.